CIDADE DOS SONHOS (Critica recomendada pelo site epipoca)Uma das obras mais desconcertantes feitas por David Lynch, Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr.) foi um dos filme que causaram mais murmúrios em 2001 entre críticos e mortais, como eu e você.
Alguns prêmios como BAFTA de melhor edição e melhor direção em Cannes e indicações, Oscar de melhor diretor, Globo de Ouro de melhor filme drama, melhor diretor, melhor roteiro e melhor trilha sonora, uma indicação ao César de melhor filme estrangeiro... e mesmo assim a melhor frase que simplifica este filme e seu diretor é “ame-o ou deixe-o.”
Li muitas críticas sobre este filme antes de assisti-lo e confesso que a principio não tinha muita vontade de vê-lo, pois também não sou muito fã de Lynch mas com tantas controvérsias fui lá e assisti Cidade dos Sonhos (que por sinal eu ainda prefiro o nome Mulholland Dr.).
O meu maior desafio antes de começar a assisti-lo, era terminar o filme e dizer com todas as palavras: “Eu entendi!!” Foi o desafio que alguns amigos me fizeram... e confesso que tive que me esforçar muito para esta tarefa ser concretizada. Que por sinal só foi possível após assistir as entrevistas com os atores e com o próprio Lynch. A melhor definição sobre isso foi dada por Rubens Ewald Filho: “As pessoas vão se sentir burras e achar que o filme é alguma obra-prima acima do entendimento dela”.
O filme a “princípio” conta a história de uma aspirante a atriz chamada Bety (Naomi Watts do recém, O Chamado) que vai a Los Angeles – Wollywood tentar a “sorte” (crítica que é feita no próprio filme) e encontra na casa de sua tia aonde vai ficar hospedada uma estranha (Laura Harring) que após sofrer um acidente não sabe quem é e nem o que aconteceu... um diretor forçado a colocar uma moça em seu filme, um casal de velhinhos, um assassino, dois amigos, sendo que um deles com sonhos estranhos, uma sindica (Ann Miller), cenas de lebianismo e por aí a fora. Tudo isso se mistura e sua cabeça com certeza vai começa a doer e o “tico e o teco” vão começar a brigar...
Aproximadamente nos 100, 110 minutos de filme tudo vai bem e você acompanha a história com entusiasmo. Tudo te prende, tudo é estranho, as coisas, as falas, os olhares, tudo é dúbio inclusive os personagens, o movimento de câmera e o abuso de POV (Ponto de Vista) ajuda a deixar tudo mais sinistro... você aos poucos começa a se perder e aí vira um jogo de quebra cabeça entre quem assisti e o diretor. O momento que você é deixado no meio do labirinto sendo obrigado a voltar sozinho é quando sem mais nem menos aparece uma caixola misteriosa. E tudo isso se passa em meio ao glamour e as fantasias de Wollywood aonde tudo pode ser uma ilusão (isso pode ser “uma das inúmeras” explicações...).

Enfim... David Lynch ganhou Cannes e foi indicado ao Oscar perdendo para Ron Howard (Uma mente brilhante) não muito merecido em minha opinião, acho que a disputa era mesmo entre Lynch e Altman (Gosford Park) mas... então diante de todos os fatos tenho que pelo menos reconhecer que Lynch realmente fez um bom trabalho. Confesso sem vergonha alguma que estou em cima do muro, não sei sei se bato palma ou se “desço a lenha” o que posso dizer é que você tem que ser que nem São Tomé, tem que ver para crer!!!
“Você tem que achar a solução. Se você não consegue, invente uma. (David Lynch)
Avaliação: 7,5 por Alessandro Veloso
Avaliação: 7,5 por Alessandro Veloso

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